"À Beleza
Não tens corpo, nem pátria, nem família,
Não te curvas ao jugo dos tiranos.
Não tens preço na terra dos humanos,
Nem o tempo te rói.
És a essência dos anos,
O que vem e o que foi.
És a carne dos deuses,
O sorriso das pedras,
E a candura do instinto.
És aquele alimento
De quem, farto de pão, anda faminto.
És a graça da vida em toda a parte,
Ou em arte,
Ou em simples verdade.
És o cravo vermelho,
Ou a moça no espelho,
Que depois de te ver se persuade.
És um verso perfeito
Que traz consigo a força do que diz.
És o jeito
Que tem, antes de ser mestre, o aprendiz.
És a beleza, enfim. És o teu nome.
Um milagre, uma luz, uma harmonia,
Uma linha sem traço...
Mas sem corpo, sem pátria e sem família,
Tudo repousa em paz no teu regaço."
Miguel Torga
(ODES, 1946)
-adoro...
sexta-feira, junho 08, 2007
quarta-feira, junho 06, 2007
domingo, junho 03, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
terça-feira, maio 29, 2007
super Lila

olha o Rob lá atrás!
foi graças aquele menino, amigo da minha S., que a Lila e o resto da banda vieram sair connosco
este sábado, muito bom
ela é super simpática com um granda cenário
fiquei apaixonada :)
so groupie!
agora é esperar que voltem
a sério o concerto foi muito bom
a roupa dela tava linda e ela dança... aiai
beso
domingo, maio 06, 2007
a não Sei Que Mulher...

"Poema Melancólico a não Sei Que Mulher
Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.
Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão..."
Miguel Torga
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.
Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão..."
Miguel Torga
muito bom
e já não pegava em Torga à tanto tempo, devo andar parva
segunda-feira, abril 16, 2007
só eu não tenho summeres de loves
bem... acho que já usei esta foto,
mas tive a ver o filme outra vez e... pronto ufff... está ao melhor nível,
a mim podia-me manipular o que quisesse, a sério.
fica a foto pronto, que é o que se arranja... ai miséria
ah tá aqui uma foto nova
minha vidinha
terça-feira, março 27, 2007
terça-feira, março 20, 2007
quinta-feira, março 15, 2007
OLHA
terça-feira, março 06, 2007
Ai Cate :)

Quando li um pequeno resumo do filme fiquei com aquela vontade de o ver, não precisava saber mais, ia deixar que me surpreendesse.
Claro que a presença da Cate e Judi Dench, teve o seu peso; além da força dos personagens que se esperava com as nomeações para os óscares de melhor actriz principal (Judi) e secundária (Cate).
Engraçado... entrei na sala, estava completamente vazia (00:20), e era quase das salas maiores; mas um casalinho lá apareceu (sentaram-se quase à minha frente, não é normal, pelo menos iam para trás) para me deixar com menos remorsos de ter uma sala a funcionar só para mim.
Bem o que eu queria dizer é que recomendo;
para mim a história está no ponto e a forma como está contada envolveu-me e fez-me ficar aflita com alguns momentos que conseguem ser resolvidos de forma completa;
sem deixar sentimentos de falta, consegue mostrar bem a vida de duas personagens fantásticas e intensas; mostrando onde pode levar a solidão (obsessão, paixão, amor, amizade, egoísmo...), como pode ter as mais diversas manifestações e consequências; não digo mais nada, porque cada um vê o filme à sua maneira; mas vejam :)
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
nozes e óscares
Amiga adorei!

- Grande Ellen! Teve momentos muito bem conseguidos, adoro, espero que para o ano repitam a aposta. Sem dúvida a melhor after Billy.
As (minhas) Belas...






2nd most famous gay couple of the night:

O meu Óscar da noite:


- Grande interpretação, grande mulher, e olhem para mim tem uma sensualidade rara

- Grande Ellen! Teve momentos muito bem conseguidos, adoro, espero que para o ano repitam a aposta. Sem dúvida a melhor after Billy.
As (minhas) Belas...






2nd most famous gay couple of the night:

O meu Óscar da noite:


- Grande interpretação, grande mulher, e olhem para mim tem uma sensualidade rara
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
foi à tanto tempo

Olho-te a medo...
deixo-me dominar por esta ansiedade
Voltar a ver-te
Voltar a enfrentar cara a cara as nossas incertezas
Não sei onde vais estar
Que pensamentos se moveram na tua cabeça
Se vir distância nos teus olhos o que vou fazer
com a proximidade que vai brilhar nos meus...
Tu a evitares-me e os meus braços enlouquecidos
com a vontade de te percorrer,
os meus olhos a tentar desesperadamente compensá-los.
Se te afastares como vou arrancar dos meus lábios o desejo de te tocarem?
(02.12.04)
terça-feira, fevereiro 20, 2007
domingo, fevereiro 18, 2007
Coração sem imagens

"Deito fora as imagens.
Sem ti, para que servem
as imagens?
Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em qualquer parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.
Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não
dão felicidade a ninguém."
Raul de Carvalho
terça-feira, fevereiro 13, 2007
(fragmentos...)

"ELEGIA (fragmento)
Nem os dias longos me separam da tua imagem.
Abro-a no espelho de um céu monótono, ou
deixo que a tarde a prolongue no tédio dos
horizontes. O perfil cinzento da montanha,
para norte, e a linha azul do mar, a sul,
dão-lhe a moldura cujo centro se esvazia
quando, ao dizer o teu nome, a realidade do
som apaga a ilusão de um rosto. Então, desejo
o silêncio: para que dele possas renascer,
sombra, e dessa presença possa abstrair a
tua memória."
Abro-a no espelho de um céu monótono, ou
deixo que a tarde a prolongue no tédio dos
horizontes. O perfil cinzento da montanha,
para norte, e a linha azul do mar, a sul,
dão-lhe a moldura cujo centro se esvazia
quando, ao dizer o teu nome, a realidade do
som apaga a ilusão de um rosto. Então, desejo
o silêncio: para que dele possas renascer,
sombra, e dessa presença possa abstrair a
tua memória."
Nuno Júdice
domingo, fevereiro 11, 2007
terça-feira, fevereiro 06, 2007
that´s it
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